Como nascem as Fintechs na Zoop

 em Dicas

Se você ainda não sabe, fintechs são empresas que usam tecnologia, para oferecer produtos e serviços financeiros de forma inovadora. Agilidade nos processos, praticidade para realizar operações e custo bem mais baixo formaram o tripé que impulsionou o boom deste segmento frente aos bancos. Seu rápido crescimento se deu, por conta do acesso que pessoas desbancarizadas, pequenos e médios empreendedores, desprestigiados pelas grandes instituições, passaram a ter a serviços e condições financeiras, antes restritas a grandes companhias.

Estudo feito pelo Ipea, em 2018, mostrou que, no Brasil, 41% dos empresários não conseguem financiamento bancário e apenas 59% das organizações têm acesso a empréstimos em bancos, enquanto nos países desenvolvidos o percentual é de 95%.

Qualquer empresa que tenha relacionamento com comerciantes e varejistas (marketplaces, empresas de software ou empreendedores) pode virar uma fintech e gerar receita com a movimentação de dinheiro de seus clientes.

Endereçando os aspectos legais, financeiros e tecnológicos, a Zoop – que se propõe a ser a “fintech das fintechs” – desenvolveu uma plataforma completa para seus parceiros criarem produtos financeiros com pequenas integrações ou customizações de software. Isso possibilita que eles se rentabilizem com operações com cartões, por exemplo.

A fragmentação do mercado de pagamentos no Brasil é enorme. Existem desde os grandes adquirentes, até os gateways de pagamento que exercem um papel importante em democratizar o pagamento online. Neste contexto, a Zoop se propõe a oferecer algo novo, integrando esta “colcha de retalhos” com soluções de captura para venda presencial e online. Permite ainda que seus parceiros desenvolvam suas próprias regras de negócios, por meio da movimentação de dinheiro em contas de pagamento.

Fazendo uma analogia, a Zoop busca seguir os passos da Amazon. Assim como a companhia americana criou uma estrutura de computação na nuvem, a Amazon Web Services (AWS), e disponibilizou serviços computacionais a todas as empresas através da internet, o que antes era restrito a grandes organizações, a Zoop trabalha para viabilizar uma nuvem de serviços financeiros que permita que qualquer negócio possa criar produtos de pagamento e mover dinheiro facilmente. Tanto grandes players do setor de pagamentos, como startups podem se beneficiar dos múltiplos módulos da plataforma da Zoop.

Um exemplo prático de utilização da plataforma é o da Medicinae Solutions, startup de gestão financeira focada em médicos e pequenas clínicas, que organiza as finanças dos clientes e disponibiliza uma maquininha para pagamento particular com cartão, além de integrar e antecipar os recebíveis de planos de saúde e pagamentos de consultas num único local. Com o terminal, os profissionais de saúde recebem por seus atendimentos particulares na hora, sem dependerem de dinheiro ou cheque, e ainda podem fazer automaticamente a divisão dos pagamentos (split), nos procedimentos que envolvam uma equipe como anestesista, cirurgião e instrumentador.

“Nunca pensamos em montar nossa própria solução de pagamentos”, conta o fundador da Medicinae Rafael Coda. Ter uma plataforma à disposição e customizável fez toda a diferença para o negócio, além de ajudar a aumentar o caixa. “Precisávamos de um sistema integrado e adaptado ao nosso serviço, para oferecer uma experiência diferente na área de pagamentos, não só uma maquininha, até porque, hoje, elas são como ‘commodities’”.

Além da Medicinae, o sistema de gestão de salão de beleza Avec também já tem retornos com as transações efetuadas. Inicialmente, a empresa só era remunerada pela mensalidade de uso do seu sistema, que inclui agendamento de serviços, frente de caixa e gestão financeira. Agora, parte da receita vem do Avec Pay, solução de pagamento exclusiva para o mercado de beleza. Desenvolvida na plataforma Zoop ela engloba pagamentos de serviços e produtos em terminais nos estabelecimentos parceiros e disponibiliza as cobranças online no Avec Marketplace, que oferece uma prateleira de produtos onde o cliente efetua a compra e tanto o salão quanto os profissionais da beleza podem receber comissão em cada venda feita a partir de uma indicação. Estas operações são feitas usando os módulos de split e gestão de contas. A Avec ainda oferece antecipação de recebíveis e o pagamento para a conta de profissionais que ganham um percentual direto na transação definido pelo salão.

“A parceria com a Zoop nos possibilitou oferecer pagamentos como um serviço, agregando valor ao nosso sistema de agendamentos aos salões de beleza e tornando a nossa solução muito mais completa. Além disso, substitui a necessidade de montar uma subadquirente, porque ela já possui toda a estrutura regulatória necessária para atuar no mercado de pagamentos.”, conta Henrique Loyola, CEO da Avec.

 

Todos querem ganhar com meios de pagamentos

Após a abertura do mercado e a descentralização bancária, mesmo companhias tradicionais que lidam com algum tipo de movimentação financeira também estão vislumbrando na área de pagamentos mais uma oportunidade para lucrar. Empresas de software para lojistas, por exemplo, ao gerenciarem milhares de negociações diariamente, podem ofertar serviços financeiros como crédito ou alguma solução exclusiva ao público, sem precisar investir tempo e dinheiro com regulamentação e tecnologia.

Em outubro, a líder brasileira em tecnologia para varejo montou uma subadquirente para gerenciar as transações de cartões dos seus clientes, o que resultará em um impacto significativo na sua receita. Utilizando a plataforma Zoop, não há necessidade de se adequar a todas às exigências regulatórias de subadquirência e, ainda, é possível ganhar com cada transação financeira.

Se olharmos globalmente, mesmo gigantes como Google, Apple e Samsung já tentam ganhar dinheiro como fintechs e entrar no movimento liderado pelas chinesas Alibaba e Tecent, para criarem um ecossistema que vai além do banco e do setor financeiro. Recentemente, o Google se juntou a bancos na Índia para conceder empréstimo.

Esta nova dinâmica, representa o amadurecimento das fintechs e caminha junto com a demanda dos empreendedores por serviços mais exclusivos e adaptados ao seu modelo de negócio. Mesmo o pequeno empresário quer um atendimento mais exclusivo. Os produtos financeiros apresentados ao dono da padaria são os mesmos cedidos ao salão de beleza ou ao médico. Mas cada negócio tem especificidades e oportunidades diferentes, porque cada um move o dinheiro de uma forma distinta.

Todo esse desenvolvimento está inserido no movimento da Terceira Onda de pagamentos.

Quer saber mais? Leia nosso próximo post.

Fale com um especialista







Comentários pelo Facebook
Postagens Recentes